Afinal, como criar cluster Proxmox? Um cluster Proxmox é uma estrutura formada por dois ou mais servidores (nós) interligados, que trabalham juntos para criar um ambiente de virtualização centralizado, seguro e efetivo.
Na prática, ele permite que todos os nós sejam gerenciados a partir de um único painel, facilitando o controle de máquinas virtuais, armazenamento, redes e recursos de infraestrutura.
O cluster serve para unificar a administração, aumentar a disponibilidade dos serviços e melhorar a performance geral da infraestrutura. Ele possibilita recursos avançados como migração de VMs entre servidores, balanceamento de carga, replicação de dados e maior resiliência contra falhas.
Empresas que precisam de ambientes estáveis, escaláveis e com menos tempo de inatividade utilizam clusters Proxmox para reduzir riscos e garantir continuidade operacional.
Continue a leitura com a Solvefy/Cloud e saiba mais sobre como criar cluster ProxMox.
O que é um cluster Proxmox?
Um cluster Proxmox é um conjunto de dois ou mais servidores interligados que trabalham de forma unificada para oferecer um ambiente de virtualização centralizado.
Ele permite gerenciar todos os nós a partir de uma única interface, facilitando o controle de máquinas virtuais, containers, redes e recursos de hardware. Com o cluster, é possível realizar migração de VMs entre servidores, distribuir carga de trabalho e garantir mais disponibilidade dos serviços.
É uma solução para quem busca alta performance, continuidade operacional e gestão simplificada em ambientes corporativos ou de cloud privada.
Veja mais conteúdo:
- Backup no Proxmox
- Curso de Proxmox
- Como instalar o Proxmox
- 5 vantagens de usar Proxmox em comparação com outras soluções de virtualização
- Glossário Proxmox: termos mais usados explicados de forma simples
- O que é o Proxmox e por que ele é ideal para provedores de VPS
Quais são os requisitos mínimos para criar um cluster Proxmox?
Para criar um cluster Proxmox, é necessário que todos os servidores utilizem a mesma versão do Proxmox e tenham hostnames únicos, IPs fixos e sincronização de horário (NTP).
Cada nó deve contar com pelo menos duas interfaces de rede, memória e CPU suficientes para as VMs e storage local ou compartilhado. Também é necessário que os servidores estejam na mesma rede física ou com conectividade estável entre si.
Embora não obrigatório, recomenda-se uma rede dedicada para storage, principalmente em ambientes com GlusterFS ou Ceph.
Quantos nós são necessários para formar um cluster?
O Proxmox permite formar um cluster com mínimo de dois nós, mas o recomendado é três ou mais para garantir quorum e evitar indisponibilidade. Em clusters com apenas dois servidores, uma falha pode derrubar o quorum, impedindo operações críticas.
Com três nós, o cluster mantém estabilidade mesmo que um servidor fique offline. Para ambientes que exigem alta disponibilidade e replicação de storage, como com Ceph ou GlusterFS.
Como definir corretamente hostname e IP dos servidores?
Antes de iniciar a criação do cluster, cada servidor deve ter um hostname exclusivo, configurado no formato FQDN (exemplo: host1.minhaempresa.local).
Além disso, é indicado usar IPs estáticos — nunca DHCP — para garantir comunicação estável. Esses IPs devem ser configurados no arquivo /etc/hosts de todos os servidores, permitindo que os nós se identifiquem pelo nome e não apenas pelo endereço IP.
O recomendado é separar o IP de gerenciamento do IP utilizado para storage e comunicação interna, garantindo melhor desempenho e organização.
Como configurar a rede para o cluster Proxmox?
A rede indicada para um cluster Proxmox deve ser planejada para assegurar estabilidade, velocidade e isolamento.
Dessa forma, o recomendado é utilizar quatro interfaces:
- Rede de gerenciamento — utilizada para acessar o ProxmoxWeb GUI.
- Rede de VMs (LAN) — destinada ao tráfego das máquinas virtuais.
- Rede WAN (opcional) — para conexões externas ou firewalls.
- Rede de storage — dedicada ao GlusterFS, Ceph ou outro storage compartilhado.
Cada rede deve ser configurada em VLANs separadas para evitar conflitos e melhorar a segurança. O uso de bridges e interfaces bond (agregação de links) também aumenta performance e oferece redundância.
Em ambientes de produção, sempre utilize switches gerenciáveis, links dedicados e gateways bem definidos para evitar perda de conexão entre os nós.
Qual é a diferença entre rede de gerenciamento e rede de storage?
A rede de gerenciamento é utilizada para todas as operações administrativas do Proxmox, como:
- Acesso ao painel web
- Comunicação do Corosync
- Sincronização entre nós
- Execução de comandos internos
A rede de storage é responsável pelo tráfego intenso de dados das VMs quando se usa:
- GlusterFS
- Ceph
- NFS
- iSCSI
Como atualizar os nós para garantir compatibilidade no cluster?
Todos os nós precisam estar na mesma versão do Proxmox para evitar falhas e inconsistências. O processo recomendado é:
- Desativar o repositório Enterprise
- Ativar o repositório No-Subscription
Rodar o comando: apt update && apt full-upgrade -y
- Reiniciar o servidor
- Repetir em todos os nós do cluster
Como criar o cluster inicial no primeiro nó?
No nó principal:
- Acesse o Proxmox no navegador
- Vá em Datacenter > Cluster
- Clique em Create Cluster
- Defina:
- Nome do cluster
- Interface da rede de gerenciamento
- Confirme
O Proxmox criará automaticamente o serviço de cluster e preparará o ambiente para receber os outros nós.
Como gerar e usar o token de Join Information?
Depois de criar o cluster no primeiro nó:
- Acesse Datacenter > Cluster > Join Information
- Clique em Copy para copiar o token
- No segundo nó, vá em Datacenter > Cluster > Join Cluster
- Cole o token
- Insira a senha do root do nó principal
- Escolha o IP da interface de gerenciamento
- Clique em Join
O nó será adicionado ao cluster e sincronizado com o servidor principal. Se quiser, sigo com as próximas perguntas no mesmo padrão.
Como adicionar novos nós ao cluster Proxmox?
Para adicionar novos nós ao cluster, é necessário que todos os servidores estejam com a mesma versão do Proxmox, possuam hostnames únicos, IPs estáticos e estejam acessíveis na rede de gerenciamento.
No nó principal, acesse Datacenter > Cluster > Join Information e copie o token gerado automaticamente. Em seguida, acesse o painel web do nó que será adicionado e vá até Datacenter > Cluster > Join Cluster. Cole o token, insira a senha do root do nó principal e selecione o IP da interface de gerenciamento do novo servidor.
Após confirmar, o Proxmox irá sincronizar automaticamente o Corosync, integrar o nó ao cluster e atualizar a visão centralizada. Esse processo pode ser repetido para quantos servidores forem necessários.
Como configurar storage compartilhado para o cluster?
O storage compartilhado é fundamental para permitir migrações de VMs entre nós e manter dados acessíveis em toda a infraestrutura. O Proxmox suporta diferentes tipos de storage, como GlusterFS, Ceph, NFS, iSCSI e soluções comerciais.
Em ambientes hiperconvergentes, GlusterFS e Ceph são as opções mais utilizadas por oferecerem replicação e distribuição de dados. Para configurar, primeiro crie o volume ou pool de storage no backend escolhido.
Depois, no Proxmox, acesse Datacenter > Storage > Add e selecione o tipo de armazenamento (GlusterFS, CephFS, NFS etc.). Informe o endereço dos servidores de storage e o diretório ou volume que será montado.
Finalize aplicando a configuração em todos os nós. Assim, todas as VMs e discos poderão ser armazenados de forma unificada e replicada.
O Proxmox precisa de GlusterFS ou Ceph para cluster?
Não. O Proxmox pode criar um cluster sem storage compartilhado, permitindo apenas o gerenciamento centralizado de múltiplos nós.
No entanto, se a intenção é usufruir de alta disponibilidade (HA), migração live (sem desligar a VM) ou replicação nativa, então um sistema de storage como GlusterFS, Ceph, NFS ou outro backend compatível se torna essencial.
GlusterFS é uma opção popular para ambientes hiperconvergentes porque utiliza discos locais dos próprios hosts e replica dados entre nós. O Ceph é mais parrudo, indicado para ambientes maiores, oferecendo alto desempenho e escalabilidade.
Portanto, GlusterFS ou Ceph não são obrigatórios, mas são importantes para ambientes que exigem continuidade operacional e desempenho elevado.
Como verificar o status e o quorum do cluster?
O quorum é o mecanismo que garante que o cluster funcione de forma segura, permitindo que os nós tomem decisões apenas quando há comunicação suficiente entre eles.
Para verificar o status do cluster, utilize o comando: pvecm status
Ele exibe informações como lista de nós, IDs, votos, estado de comunicação e quorum atual. Outra forma é acessar o painel web, onde o Proxmox mostra visualmente todos os nós conectados, suas cargas e disponibilidade.
Caso algum nó apresente falhas, isso aparecerá imediatamente no dashboard. Também é possível verificar falhas de sincronização do Corosync com: journalctl -u corosync
Manter o quorum íntegro certifica que o cluster permaneça operacional e evita corrupção de dados ou travamentos inesperados.
O que fazer quando um nó não entra no cluster?
Quando um nó não consegue ingressar no cluster, o problema está relacionado à rede, versão incompatível ou conflito de configuração. O primeiro passo é garantir que o nó esteja com a mesma versão do Proxmox do restante do cluster.
Em seguida, verifique se o hostname está correto e se o arquivo /etc/hosts contém todos os servidores com seus respectivos IPs estáticos. Outro ponto é certificar-se de que não existem VMs ou containers no nó antes da entrada, pois isso impede o processo. Caso o erro persista, reinicie os serviços:
systemctl restart pve-cluster
systemctl restart corosync
Se ainda assim falhar, reinicie o nó e tente novamente com um novo token de Join Information.
Como remover um nó com segurança do cluster?
Para remover um nó com segurança, ele deve estar desligado ou isolado da produção. No nó principal, utilize o comando:
pvecm delnode nome-do-no
No painel web, o nó será automaticamente removido da árvore do cluster. Se o cluster tiver apenas dois nós, pode ser necessário ajustar o quorum temporariamente usando:
pvecm expected 1
Será preciso também remover entradas do /etc/pve/nodes caso tenham ficado resíduos. Nunca remova manualmente sem seguir esses passos, pois pode corromper a configuração do cluster.
Quais são os problemas mais comuns ao criar um cluster Proxmox?
Alguns problemas aparecem com frequência durante a criação de clusters:
- Versões diferentes do Proxmox entre os nós.
- Hostname duplicado ou mal configurado.
- IPs dinâmicos em vez de estáticos.
- Ausência de entrada correta no /etc/hosts.
- Rede inadequada ou interfaces configuradas incorretamente.
- Token antigo ou inválido na hora de ingressar o nó.
- VMs ainda presentes no servidor antes do join.
Como garantir alta disponibilidade (HA) no cluster?
Para garantir HA, é necessário ter pelo menos três nós, formando um quorum estável. Além disso, o ambiente deve ter storage compartilhado — como GlusterFS, Ceph ou NFS — permitindo que as VMs sejam migradas automaticamente em caso de falha de um nó.
A rede deve ser isolada e estável, com VLANs bem definidas e, preferencialmente, links redundantes. No Proxmox, basta ativar a HA em cada VM, definindo prioridades e políticas de failover. Com isso, se um servidor cair, outro assume a VM sem intervenção manual.
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